Dia #360 Fingindo que é inverno no Rio

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Veja outros looks com as peças usadas hoje!
camiseta preta
calça jeans rasgada

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Dia #142 Dúvidas frequentes

Tem muita gente nova chegando por aqui (oi, tudo bem? sejam bem-vindos!) e isso é ótimo porque significa que um projeto criado para fins pessoais e terapêuticos está chegando em outras cabeças e atraindo pessoas com o mesmo objetivo.

O primeiro post dizia que “o blog será meu incentivo e espero também inspirar os amigos a olharem para o guarda-roupa com mais autocrítica”. Eu compartilhei o desafio aqui porque assim esperava me manter na linha. E funcionou! Minhas amigas ficavam de olho e sempre perguntavam “Hmmm, e essa blusa aí? É do desafio ou você anda comprando roupa nova?”

Mas, agora, vejo claramente que blog está saindo do círculo dos meus amigos e ganhando mais terreno por aí. Portanto, é hora de recebê-los adequadamente e preparei uma série de perguntas para ajudá-los a me conhecer melhor e entender o projeto.

Quem é você e o que faz por aqui?
Meu nome é Daniela, sou catarinense e moro no Rio de Janeiro há cinco anos onde trabalho como jornalista. Hoje, sou sócia em uma empresa de comunicação estratégica e conteúdo digital, a Buzina Mídias. Nas horas vagas eu escrevo, leio, passeio por aí e recentemente comecei a correr também – mas eu prometo poupá-los das selfies na academia (ou não).

Por que você criou o desafio?
Eu andava insatisfeita com a quantidade de coisas que acumulei em muitos anos, principalmente roupas. Comecei a desapegar, mas sem que eu percebesse, enchia novamente o armário. Não achava que gastava muito dinheiro porque sempre comprava coisas baratinhas, mas aí é que está a cilada do fast fashion: compramos mais do que o necessário e, no final das contas, gastamos mais do que queremos. Somei meus gastos com roupas durante um ano e quase caí pra trás. Estava decidida a mudar e descobri a metodologia do armário cápsula, que me inspirou a criar o desafio de ficar com apenas 50 roupas do meu armário e passar um ano sem comprar.

O que é armário cápsula?
É uma metodologia que nos ajuda a enxugar o armário e conhecer melhor o nosso estilo pessoal. Você pode fazer o armário cápsula sazonal (a cada três meses) ou anual, que é o meu caso. Primeiro, é necessário analisar bem todas as suas peças. Veja o que você usou mais, o que não usou nunca, o que você nem lembrava que tinha e o que não serve mais. Isso vai ajudá-la a ficar só com as peças que você realmente usa. Escolha um número e fique só com essas peças (normalmente é selecionado por volta de 30 peças para passar uma estação inteira, ou seja, três meses). O restante você guarda em caixas, malas, bem longe da sua vista. Também é uma boa ideia separar roupas para doação e venda. A recomendação para quem vai fazer um armário cápsula é evitar comprar peças novas nesse período. A ideia é que depois do prazo estipulado, você torne o processo de compra mais consciente e controlado. Falei mais sobre o armário cápsula aqui.

Por que 50 peças?
Quando eu comecei a reduzir meu guarda-roupa, queria que tudo coubesse na minha mala. Foi assim que eu defini o número 50. Para chegar aqui, eu desapeguei de 80% das minhas roupas, o que representa uma grande mudança. E estou satisfeita com o resultado. Não acho que é muito e não acho que é pouco. Mas não se prenda ao número. Você pode resolver ficar com 10 ou 100 peças, o importante é reduzir as suas coisas e o seu consumo.

E os sapatos?
Eu reduzi o número de sapatos também, mas eles não estão na conta das roupas. Aliás, o que entra na conta das 50 peças são as roupas da “vida real”. Roupa de praia, íntima, esportiva e acessórios não entram na conta do armário cápsula. Mas se você quiser incluir tudo, por que não?

Qual é a parte difícil?
A parte mais difícil é parar de comprar. Nos primeiros meses eu sentia esse impulso o tempo inteiro. Mudar velhos hábitos não é tão fácil assim. Mas agora isso não acontece mais e tomar essa decisão só simplificou a minha vida. Meu armário está mais organizado, me visto mais rápido, tenho mais ideias de composição e me sinto mais consciente sobre as consequências do consumismo nas nossas vidas (e no planeta).

O que você vai fazer quando acabar o desafio? 
Estou quase na metade do caminho e ainda não pensei sobre isso. Mas tenho certeza que serei uma pessoa bem diferente em julho de 2016.

Acho que é isso. Se você tem mais alguma dúvida, não seja tímido e me pergunte nos comentários. O nosso grupo no Facebook também está cheio de gente boa e bacana que está no mesmo processo de busca pelo consumo consciente. Se quiser se juntar a nós, será muito bem recebido.

Ah! E uma novidade: nesta sexta, dia 11, estarei no programa Encontro com Fátima Bernardes para apresentar o desafio. O programa vai falar de consumo e acho que vai ser bacana conferir (torçam pra eu não pagar mico ao vivo, gente).


Veja outros looks com as peças usadas hoje!
camiseta preta
calça jeans rasgada

Dia #114 O que fazer com as roupas íntimas que você não usa mais?

Ok, você tomou coragem e começou a fazer a limpa no armário. Chegou na gaveta das calcinhas e não sabe o que fazer com elas porque a maioria você já não usa mais, não quer jogar fora mas também não tem coragem de doar porque é um pouco estranho doar roupa íntima, né não?

O assunto surgiu no nosso grupo no Facebook e a minha xará Dani foi logo dizendo: não é nada estranho não, gente, pelo contrário, moradores de rua precisam – e muito – de doação de roupas íntimas. Claro, elas precisam estar em bom estado. A Dani já trabalhou com população de rua e disse que a doação pode ser feita diretamente em albergues e será muito bem recebida.

Lembrei também de uma dica que estava circulando outro dia no Facebook: aproveita aquela bolsa que também vai pra doação e coloca lá dentro uns pares de roupa íntima, itens de higiene (desodorante, absorvente, etc) um agrado (perfume, batom, chocolate) e entregue para a primeira moradora de rua mulher que você encontrar. Achei lindo ❤

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Veja outros looks com as peças usadas hoje!
jaqueta de couro
camisa preta
calça jeans 

Dia #105 Onde comprar, afinal?

A maioria das minhas roupas foi comprada em lojas fast fashion e quando escolhi as 50 peças com as quais passaria um ano, não imaginava que no primeiro trimestre elas já estariam velhas. Quer dizer, todo mundo sabe que a qualidade das roupas de fast fashion não é aquela coisa, mas eu esperava que elas durassem pelo menos um ano. Algumas camisetas já deram bolinhas, o jeans já está ficando desbotado, em resumo, nossas roupas não foram feitas para durarem.

Mas, quando você percebe que consegue viver bem com 20% do seu antigo guarda-roupa, conclui que talvez possa pagar um pouco mais pelas roupas e ainda assim economizar. Entre duas camisetas, uma de R$50 e outra de R$200, a segunda pode sair mais barato para você. Tudo depende da durabilidade. Não adianta pagar R$50 em uma camiseta, se ela tiver uma vida útil de 10 vezes. Não seria melhor pagar R$200 por uma que você consiga usar 100? A primeira saiu R$5 por “usada”, já a segunda, teoricamente mais cara, saiu por R$2.

Mas por que dá uma dor no coração pagar R$200 em uma camiseta? Porque a cultura do fast fashion nos acostumou mal. O preço das roupas ficou banalizado. Aprendemos a pagar pouco para ter muito. Nossas mães tinham que pagar mais pelas roupas e por isso tinham menos peças do que você. Muito provavelmente as roupas dela ainda existem. Herdei uma saia floral da minha mãe que deve ter uns 30 anos e está ótima. Infelizmente, não posso dizer o mesmo das minhas roupas.

Uma das decisões que eu tomei para mudar isso é valorizar e priorizar as roupas feitas na costureira. Eu adoro vestidos e nada melhor do que um feito sob medida. Outra meta é me informar melhor e saber escolher um tecido de qualidade. Hoje, me deixo levar muito pela aparência de um produto. Marcas caras também vendem lixo, infelizmente, e é melhor a gente treinar o olho para saber identificar um bom corte e uma boa matéria prima.

A terceira meta é descobrir novas marcas – e aí eu conto com a ajuda de vocês. Vamos procurar opções que respeitem essa nova fase e ofereçam:

a) qualidade
b) ética (nem precisa falar que não pode rolar trabalho escravo, né?)
c) sustentabilidade
d) criatividade

Se vocês conhecem marcas assim, por favor, me conta nos comentários. Aos poucos vou atualizando uma lista de dicas pra gente comprar com consciência limpa 😉

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Veja outros looks com as roupas usadas hoje!
saia envelope preta
camiseta preta
jaqueta de couro

Dia #69 What’s new, pussycat?

Fiquei uma semana ausente porque estava viajando e ficou impossível fotografar and postar. Mas agora voltamos à nossa programação normal com muito amor. Minhas novidades: estou me sentindo muito bem carregando o armário na mala e a vontade de comprar coisas novas vai minguando a cada dia. Por isso, resolvi que vou fazer a limpa em outras ‘gavetas’ também. Vou começar pelos sapatos. No fim de semana, analisei todos eles para decidir o que fica e o que sai. Em breve, conto tudo por aqui. E para quem calça 35, podem ficar de olho na minha lojinha do Enjoei porque vou vender tudo lá.

Sobre o look de hoje, estava com vontade de usar alguma coisa bem soltinha. Este short-saia é liberdade pura. Coloquei uma camiseta por fora e saí toda leve, solta e feliz. Tem também uma sapatilha inspirada nos gatinhos da Charlotte Olympia. Amo demais ❤

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Veja outros looks com as peças usadas hoje!
short-saia preto
camiseta preta

Dia #52 Cobertorzinho passeante

Estudos do Instituto Daniela de Pesquisas (IDP) indicam que 11 entre 10 pessoas têm dificuldade de sair da cama em dias frios e chuvosos. Pensando em ajudá-los neste terrível drama matinal, eu vos apresento o “cobertorzinho passeante”. Leve o conforto do lar para onde quer que você for!

Para isto, você precisa de uma pashmina ou um lenço grande, que você vai vestir como um casaquinho e amarrar as pontas, fazendo duas “mangas” para que não caia do corpo. Funciona e é uma delícia. Já fiz isso no dia #33 e recomendo.

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camiseta preta
calça jeans