Lojinha da ActionAid no Enjoei arrecada dinheiro para projetos contra assédio

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Você conhece a história da menina que estava pronta pra sair – e estava linda – mas ficou insegura de andar na rua porque a saia era curta ou justa demais? Claro que sim, isso acontece com a maioria de nós. Segundo uma pesquisa divulgada pela ActionAid Brasil, 90% das brasileiras já trocaram de roupa por medo de serem assediadas.

Não deveria ser assim. Nós temos o direito de ter uma vida livre de violência e isso inclui poder usar o que bem entender sem ser incomodada por ninguém. A ActionAid Brasil e o Enjoei criaram uma lojinha para a campanha #aculpanãoédaroupa. Todo o valor arrecadado será destinado a projetos sociais para empoderar e libertar as mulheres da violência.

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A lojinha tá cheia de coisas legais. Dá uma olhadinha aqui.

 

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Por que 2016 é o pior ano de todos?

Tenho que concordar. Nenhum ano foi tão ruim, dramático, destruidor de lares e de sonhos como 2016. Um caos político, separação de Bonner e Fátima, aprovação da PEC 241, guerra na Síria, a Chapecoense que não chegou à Colômbia e, quando a gente acha que já está quase se livrando deste filme, a princesa Leia morre no final.

É o pior ano de todos. 

Nos vemos novamente em 2017, quando estaremos aqui fazendo as mesmas reclamações. Assim como foi em 2015.

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E como deve ter sido em 1990, quando o presidente resolveu confiscar investimentos que os brasileiros possuíam, inclusive o dinheiro suado da poupança. Consegue imaginar? O ano de 1911 também não foi muito bom para as mulheres, que não podiam votar, mas trabalhavam como operárias em péssimas condições. Indo mais longe, podemos voltar 700 anos e relembrar o ano da Grande Fome na Europa, que matou milhões de pessoas. O próprio ano 1.dC teve suas tragédias memoráveis e um rei supostamente infanticida que mandou matar todos os meninos com menos de dois anos.

Isso foi só para lembrar que o mundo sempre foi terrível e avança numa curva suave e lenta. A melhora é sensível demais para a gente notar e as más notícias sempre se destacam mais na nossa memória. Por isso, e só por isso, 2016 parece tão difícil.

Odiar o ano que passou é uma maneira de rezar para que o próximo seja melhor.

O Reveillón é o portal mágico onde podemos deixar tudo isso para trás. Este é o milagre da renovação. Quando estamos cansados e entregando os pontos, é hora de vestir branco, pular as sete ondas e entrar em um mundo novinho em folha, onde tudo vai ser melhor e diferente.

Só que não vai. O ano vai ter sua cota de tragédias pessoais e mundiais, como sempre. A sua vida vai ter dias terríveis e dias maravilhosos misturados a um montão de dias normais. Esse último tipo é o que considero mais importante, pois são os mais abundantes e onde você realmente pode fazer alguma diferença. Afinal, se nenhum acontecimento exterior extraordinário está ocorrendo, você tem total liberdade de decidir que tipo de dia terá.

Um ano é feito, em maioria, por dias normais. Escolha como você vai viver esses dias e, no final do ano, você terá escolhido o tipo do ano que passou.

Desejo que você tenha isso em mente e construa um ótimo 2017 para viver.